
São muitos que escrevem indagando sobre a possibilidade de adquirir cidadania italiana.
Ao longo do tempo foram recebidos muitos mails que dentro do cabível receberam resposta.
Frente a grande quantidade de correspondência e o conteúdo parecido foi possível selecionar
algumas dúvidas que são esclarecidas a seguir.
Leia também Respostas às perguntas frequentes.
Ao longo da leitura, poderá deparar com alguns assuntos "óbvios": se ali está,
é porque alguém não achou tão óbvio assim.
Ao escrever pedindo explicações identifique-se: é importante completar o mail com
seus dados pessoais; inclusive endereço, ou pelo menos a cidade de residência: muitas vezes
a falta destes prejudica uma resposta completa e objetiva.
Qualquer que seja o programa que usa para enviar mail, configure-o corretamente: em muitos casos não é
possível enviar resposta às mensagens recebidas por falta de remetente.
Os dados dos ancestrais também são importantes.
Quem responde as suas cartas, o faz com prazer e dentro dos seus conhecimentos (quando necessário, consulta
outros), entretanto um pedido claro e objetivo será de grande ajuda.
Perguntas contendo notícias incompletas ou incorretas prejudicam gravemente uma pesquisa e a resposta, ao ponto de
impedir o cumprimento do direito quando este existir.
Tem direito de adquirir Cidadania italiana todo descendente de italiano (pelo lado paterno) sem limite de
geração.
Se a descendência for por lado materno lembre que " Mulher italiana transmite a cidadania a filhos
nascidos a partir de 01/01/1948 ".
Os documentos necessários são aqueles elencados nas páginas de Documentos.
Até o momento, não são conhecidas agências, despachantes ou pessoas que possam
providenciar os documentos (certidões) necessários e possuam credenciais das autoridades italianas (excluíndo patronatos).
Não acredite em pessoas que prometem milagres: poderão lhe tirar dinheiro além do
necessário sem as vezes levar ao fim o prometido.
Existem por outro lado algumas associações que prestam serviços de ajuda: achar que tudo é
"de graça", pode ser um abuso!
Procure o Consulado Geral da Itália, o Vice Cônsul ou Agente Consular da sua cidade.
Pode também procurar um Patronato, que poderá fornecer todos os esclarecimentos de
que necessita e, se assim desejar, os documentos e traduções.
Em alguns casos a procura de uma certidão na Itália pode ser uma tarefa difícil:
não desanime, mas seja claro e objetivo, tenha certeza do lugar e data de nascimento de seu ancestral
(importante é a filiação).
A Itália tem mais de 8300 cidades, vilas e lugarejos; afirmar que seu ancestral nasceu em Roma, quando na
realidade foi em Aprilia (cerca de 15 Km de Roma), é o mesmo que dizer que fulano nasceu em São Paulo,
quando na realidade foi em São Bernardo.
Quem procura documentos em Roma, irá gastar tempo e dinheiro inutilmente (isto lhe será cobrado),
pois eles estão ali a poucos quilômetros, em Aprilia.
Um mínimo de conhecimento da língua italiana será indispensável.
Durante o processo lidará com papelada em língua italiana, com pessoas de idioma italiano... ao fim
será um cidadão italiano!
Excluindo os registros brasileiros sobre a imigração italiana da época (incompletos),
não existe nenhum registro oficial; na realidade até hoje os dados oficiais divulgados sobre a
emigração são estimativas.
Achar o nome de seu ancestral em listas de imigrantes poderá ser um acaso, nunca uma certeza.
É de frisar que, quando do desembarque, as vezes o imigrante era registrado do melhor jeito: vindo de Marghera
(p/exemplo) era escrito Venezia (as duas estão cerca de 1 Km de distância !); se chamando Giuseppe Guidolin,
era registrado como José Ghido (não é quase a mesma coisa?), bom, está errado!.
Banco de dados sobre imigração (nomes, datas e outros) em rede: até o momento não
existem.
Fornecimento de documentos (certidões) através da rede: até o momento não existe.
Direitos e deveres do cidadão italiano: uma leitura da Constituição
Italiana já é um bom início para conhecê-los.
(N.d.R.): na Constituição não está escrito, mas o conhecimento da língua e da
cultura dos ancestrais é, pelo menos moralmente, a primeira obrigação de quem deseja assumir
suas origens.
Não esqueça que, quando seu avo mudou para o Brasil, a primeira atitude que tomou, foi de aprenrer a língua brasileira
e respeitar as leis do Brasil.
Enfim um conselho: nunca diga "quero o passaporte italiano" quando na realidade o que deseja é
exercer o seu direito de ser cidadão italiano como era seu ancestral.
Assuma e tenha consciência da importância dos seus atos.
O passaporte, de todas, é a conseqüência de menor importância; afinal para sair do
Brasil será sempre preciso o documento brasileiro.